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Quinjim

um Quintal com Jardim

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"Em abril, águas mil", será?!

Recolha de água das chuvas para as regas de verão

Abril 05, 2024

Sofia

Bom dia quinjianos,

"Quem não poupa água e lenha, não poupa nada que tenha."

Provérbio popular.

Por aqui a recolha de água tem sido muito importante e fevereiro e março foram generosos meses para nós que tentamos armazenar o máximo possível das águas da chuva. Este post é muito simples mas é para partilhar, caso interesse a quem queira fazer o mesmo, como fazemos, cá em casa e no nosso quintal, a captação de água que iremos utilizar durante o verão e que nos garante de forma mais económica a rega de árvores e plantas.

Nos comentários caso tenham ideias ou outras formas de fazer aproveitamento das águas podem partilhar assim ajudamo-nos uns aos outros e, claro, eu agradeço, porque aprender com os outros é sempre uma bênção, principalmente em questões que são benéficas e sustentáveis para o ambiente e para a manutenção de nossos pequenos jardins ou pomares.

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A recolha ocorre com água da calha do telhado que desagua no nosso "lava-pés" e com a bomba envia-se a mesma para o tanque/piscina (esta pequena pia, a que chamamos "lava-pés" está no nosso terraço e é onde lavamos as botas e botins, depois de caminhadas no campo com os cães e, no verão, caso andemos descalços no quintal utilizamo-la, como o nome indica, para lavar os pés antes de entrar em casa). Nos fins de semana colocamos a bomba no tanque e enchemos todos os recipientes que temos disponíveis, e por fim levamos os mesmos para os descarregar para os dois depósitos de água com capacidade de 1000 litros cada que adquirimos no final do ano passado.

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A existência pode ser uma celebração e a água é mesmo a fonte de toda a vida, seja literalmente ou figurativamente pelo sentido da purificação, não importa que religião se siga todas respeitam o líquido sagrado, é por isso que somos baptizados, por norma nos países maioritariamente católicos, na pia baptismal que contém a água para a cerimónia, mas em outras culturas a água é igualmente e amplamente respeitada, como no hinduísmo onde o Ganges é considerado sagrado e, no caso dos povos indígenas brasileiros, os rios também são considerados seres vivos, e são tratados como familiares. Na mitologia grega o famoso Aquiles foi mergulhado no rio pela mãe, uma ninfa, esperando esta conceder-lhe desse modo a imortalidade, mas pelo facto de o segurar pelo calcanhar ao emergi-lo, sabemos que um ponto fraco ficou e foi esse que atingido por uma seta envenenada findou o herói.

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Nota: todas as fotografias deste post são de: https://quinjim.blogs.sapo.pt

E, por fim, não menos importante, inspiremo-nos nos exemplos da natureza como nos ensinam as queridíssimas suculentas que sabiamente armazenam água para suportar o estio, ou, simplesmente, celebremos a água que permite que a vinha cresça e com isso brindemos com o néctar dos deuses. Que esta última fotografia vos inspire pela beleza e graciosidade das gotas deste precioso líquido, que como um colar de pérolas adorna as folhas da videira. 

Votos de bom fim de semana e até à próxima sexta-feira.

Gratidão.

20 comentários

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